abeira

À beira

Limiar – 2009 // Performance – Instalação // Poética de à beira… espera do que se ignora. // Estado de suspensão. Corpo sobre cadeirinha

“[…] que faz um homem que chega à beira do precipício, que tem vertigem? Instintivamente, olha para o que está mais perto[…] Olhamos muito atentamente um pedregulho para não ver o resto.mas acontece que o pedregulho se entreabre, por sua vez, e se torna também um precipício. [PONGE,1997]

Instruções para livre experimento

Que você possa fazer isso quando seus olhos estiverem em busca do que você ignora… quando você estiver à beira do que você não sabe. Momentos de reencontros (com lugares, com pessoas) são propícios.

  • Observe por algum tempo (dias, semanas,meses) pessoas em movimento de ‘entre’ ( entre um passo); à margem de .. .algo …concreto.
  • Escolha seu suporte de suspensão.

 

“Escolhi uma cadeirinha que quase não cabia meus pés”.

  • Chame pessoas para um chá, receba- xs despidx.
  • Escolha músicas que possam compor com sua ação caso queira…

“Toque-me com carinho!”.Escrevi essa frase no meu colo, com caneta esferográfica azul.

  • Ofereça chás!
  • Dê liberdade aos convidados a mudar a música caso queiram.

Escolhi músicas de vozes femininas. Numa intenção de composição de quadro…nem sei se funcionou…se teria que funcionar algo..

  • Coloque-se suspensx por horas! Duas horas…? Consegue?
  • Fixe o olhar em um ponto do chão! E que seja seu movimento, o entre… a vontade de… o desejo de…
  • Encontre o fim.

Espaço Alpendre – 2009

link para pdf de pesquisa científica ‘à beira’